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1881–1937

JESUS

Gustavo de Paula Teixeira

Ó casto Lis da Galiléia! quando, Sob o peso da cruz do teu fadário, Ferindo os pés, gemendo e soluçando, Tropeçavas na encosta do Calvário,

O Homem cruel, o monstro sanguinário, Tripudiava em teu pranto, gargalhando! E tu julgavas — pobre visionário! — Que a alvorada do Amor vinha raiando!

Em vão lutaste com o dragão do Vício E consumaste o heroico Sacrifício! Que conseguiste com teu sangue, Mestre? É sempre a mesma a turba odiosa e fútil

Que te insultou na penedia alpestre E te manchou a túnica inconsútil!

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