Ó casto Lis da Galiléia! quando,
Sob o peso da cruz do teu fadário,
Ferindo os pés, gemendo e soluçando,
Tropeçavas na encosta do Calvário,
O Homem cruel, o monstro sanguinário,
Tripudiava em teu pranto, gargalhando!
E tu julgavas — pobre visionário! —
Que a alvorada do Amor vinha raiando!
Em vão lutaste com o dragão do Vício
E consumaste o heroico Sacrifício!
Que conseguiste com teu sangue, Mestre?
É sempre a mesma a turba odiosa e fútil
Que te insultou na penedia alpestre
E te manchou a túnica inconsútil!