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1881–1937

IMORTAL

Gustavo de Paula Teixeira

Na gelada necrópole do Olvido, Onde jazem aquelas que adorei, Quis sepultar o arcanjo estremecido Que tanta vez nos braços apertei!

Dentro de uma sombria sepultura, Amortalhada num espúmeo véu, Coloquei-a calcando a terra dura Sobre o pequeno esquife cor do céu.

Mas — oh! destino infando! — nesse instante, Sacudindo a mortalha no caixão, Como a filha de Jairo, deslumbrante Ela se ergueu envolta num clarão!...

Debalde heroico, o choro da alma ouvindo, Enterro-a e digo: — “Até que enfim, Senhor!” Ela abandona o túmulo, sorrindo, Ressuscitada pelo meu amor!

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