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1881–1937

HORA AZUL

Gustavo de Paula Teixeira

Todos os dias, mal desponta a aurora, Porque ela disse que há de vir, desperto E olho o caminho que num rumo incerto Vai serpenteando pelo vale a fora.

E espero. Ela há de vir. O dia ao certo Não sei: mas sei que, alegre como outrora, Neste recanto, que Setembro enflora, Hei de em seus braços ter o céu aberto!

Em honra da mais pura das violetas, A primavera abre as mais lindas rosas E pinta d’oiro e azul as borboletas. Aves darão concertos cristalinos:

Tocarão sabiás flautas maviosas E pintassilgos tocarão violinos...

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