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1881–1937

GALATÉIA

Gustavo de Paula Teixeira

Do bloco de Carrara, alvo e sem jaça, a arranco A golpes de cinzel! Ei-la de pé — perna Sustendo o torso grego, a mão no seio branco — Como Vênus pompeando a formosura eterna!

Em meus lábios fulgura um claro riso franco! Dei à estátua com o sangue a vida sempiterna, E serpentinamente a cingem, flanco a flanco, Flóreas veias azuis como uma sombra interna.

Na pupila uma flama, áurea e vivaz, palpita... Presa a um raio de luz, a minh’alma gravita Na divina atração do mármore perfeito! Estático me ajoelho: e, súbito, num choro,

A Galatéia acorda, e o amor, que lhe infla o peito, Pelos olhos rebenta em catadupas de ouro!

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