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1881–1937

DE VOLTA

Gustavo de Paula Teixeira

Eis-me de novo no abençoado abrigo Do sítio umbroso onde brinquei na infância! As flores, desatando-se em fragrância, Me cumprimentam com seu gesto amigo.

Borboletas e pássaros com ânsia, Com a alegria do bom tempo antigo, Pousam-me no ombro enquanto, a rir, bendigo Esta esquecida, remansosa estância!

Tudo, ao me ver, de júbilo palpita! Parece até que a abóboda infinita Acendeu as estrelas mais preciosas! As montas oferecem-me os regaços...

Como vos amo, ó árvores saudosas Que me embalastes muita vez nos braços!

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