Eis-me de novo no abençoado abrigo
Do sítio umbroso onde brinquei na infância!
As flores, desatando-se em fragrância,
Me cumprimentam com seu gesto amigo.
Borboletas e pássaros com ânsia,
Com a alegria do bom tempo antigo,
Pousam-me no ombro enquanto, a rir, bendigo
Esta esquecida, remansosa estância!
Tudo, ao me ver, de júbilo palpita!
Parece até que a abóboda infinita
Acendeu as estrelas mais preciosas!
As montas oferecem-me os regaços...
Como vos amo, ó árvores saudosas
Que me embalastes muita vez nos braços!