Skip to content
1881–1937

CORAÇÃO DEFUNTO

Gustavo de Paula Teixeira

Crianças virginais de bocas perfumadas Como os rosais em flor, como o coral das rosas, Anjos de asas de arminho, humanas alvoradas De voz de rouxinol e tranças ondulosas:

Não tenteis reviver as ilusões doiradas Do meu passado azul sepulto entre mimosas! Dentro desta alma envolta em névoas condensadas Já nem um sonho agita as plumas luminosas!

Por que vindes cantar neste sepulcro às bordas Onde só vêm pousar noturnas borboletas? Quem logrará tanger um bandolim sem cordas Debalde me volveis dulcíssimos olhares!

Pois neste coração, onde esfolhais violetas, Reina o inverno glacial das solidões polares!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
CORAÇÃO DEFUNTO · Gustavo de Paula Teixeira · Poetry Cove