Crianças virginais de bocas perfumadas
Como os rosais em flor, como o coral das rosas,
Anjos de asas de arminho, humanas alvoradas
De voz de rouxinol e tranças ondulosas:
Não tenteis reviver as ilusões doiradas
Do meu passado azul sepulto entre mimosas!
Dentro desta alma envolta em névoas condensadas
Já nem um sonho agita as plumas luminosas!
Por que vindes cantar neste sepulcro às bordas
Onde só vêm pousar noturnas borboletas?
Quem logrará tanger um bandolim sem cordas
Debalde me volveis dulcíssimos olhares!
Pois neste coração, onde esfolhais violetas,
Reina o inverno glacial das solidões polares!