Percorro toda a habitação vazia:
A sala azul, os amplos corredores
Onde, nuns lábios cheios de ambrosia,
Do amor colhi as mais preciosas flores!
A imagem dela — sombra fugidia
Que julgo ouvir, falando-me de amores, —
Atirando-me um beijo que inebria,
Se desvanece em espirais de olores...
Levaram tudo: os quadros, os espelhos
E a cinzelada lâmpada custosa
Que junto dela já me viu de joelhos.
Só eu fiquei neste ermo céu fechado
Sofrendo o horror da Plaga Tenebrosa,
Onde já fora bem-aventurado!