Skip to content
1881–1937

CASA PATERNA

Gustavo de Paula Teixeira

Da velha casa em que a manhã da vida Passei — conservo uma lembrança exata: Antes de eu vir ao mundo foi erguida Perto da serra, quase ao pé da mata.

Dá para o sul a frente enegrecida; Ao lado, para um poente de escarlata, Janelas donde, na estação florida, Se aspira o cheiro dos jasmins de prata.

Perto, o bambual em cujo seio amigo Cantam graúnas, e o pomar antigo Com melros, tiés e gurundis em bando. O ribeirão, o cafezal, a horta...

Ah! que saudade o coração me corta Do lar querido que deixei chorando!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
CASA PATERNA · Gustavo de Paula Teixeira · Poetry Cove