A egrégia diva por que ando
A suspirar com amargor
É um ser olímpico, adorando,
Que tem da neve andina a cor
— Rosa que vem desabrochando
Virginalmente alva e taful,
Sob o esplendor de Abril sonhando
Com as pompas de uma aurora azul.
Quando ela exala, palpitando,
O aroma — filtro embriagador —
Eu, de hausto em hausto, o bebo, arfando,
Como um dulcíssimo licor.
Amo-a demais! E não sei quando
Essa princesa de Istambul
A cujos pés vivo chorando,
Me volverá o olhar azul!
Quando se oculta o sol chispando,
Encontro, pálido de amor,
A Flor do Bósforo cismando,
Na mão o rosto sedutor;
E assim, de branco, meditando,
A muçulmana estrela êxul
Recorda um cisne repousando
Imoto à flor de um lago azul...
Humilde curvo-me ao seu mando
Como um arbusto ao vento sul:
No entanto, ao ver-me soluçando,
Apenas move o leque azul!