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1881–1937

BALADILHA

Gustavo de Paula Teixeira

A egrégia diva por que ando A suspirar com amargor É um ser olímpico, adorando, Que tem da neve andina a cor

— Rosa que vem desabrochando Virginalmente alva e taful, Sob o esplendor de Abril sonhando Com as pompas de uma aurora azul.

Quando ela exala, palpitando, O aroma — filtro embriagador — Eu, de hausto em hausto, o bebo, arfando, Como um dulcíssimo licor.

Amo-a demais! E não sei quando Essa princesa de Istambul A cujos pés vivo chorando, Me volverá o olhar azul!

Quando se oculta o sol chispando, Encontro, pálido de amor, A Flor do Bósforo cismando, Na mão o rosto sedutor;

E assim, de branco, meditando, A muçulmana estrela êxul Recorda um cisne repousando Imoto à flor de um lago azul...

Humilde curvo-me ao seu mando Como um arbusto ao vento sul: No entanto, ao ver-me soluçando, Apenas move o leque azul!

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