Lento e lento, começa a migração da treva
Que deixa um rastro cor de cinza em cada furna,
E gradualmente rompe a grande paz noturna
O rumor que da terra aberta em flor se eleva.
Dos colibris acorda a iriada e plúmea leva,
Pelos jardins bebendo aromas de urna em urna.
A jalde luz, que enxota as sombras da cafurna,
Nas nuvens pinturiza um arrebol que enleva.
Sob um arco triunfal de flavescentes flores,
Surge a Aurora sorrindo arcangelicamente,
Solto o cabelo astral de flavos esplendores;
E a estrela da manhã, de um esplendor de gala,
Palpita no seu colo, iluminando o Oriente,
Como num seio de oiro um coração de opala...