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1881–1937

AURORA

Gustavo de Paula Teixeira

Lento e lento, começa a migração da treva Que deixa um rastro cor de cinza em cada furna, E gradualmente rompe a grande paz noturna O rumor que da terra aberta em flor se eleva.

Dos colibris acorda a iriada e plúmea leva, Pelos jardins bebendo aromas de urna em urna. A jalde luz, que enxota as sombras da cafurna, Nas nuvens pinturiza um arrebol que enleva.

Sob um arco triunfal de flavescentes flores, Surge a Aurora sorrindo arcangelicamente, Solto o cabelo astral de flavos esplendores; E a estrela da manhã, de um esplendor de gala,

Palpita no seu colo, iluminando o Oriente, Como num seio de oiro um coração de opala...

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