No jardim do castelo, em majestosa fila,
Quedam marmoreamente as estátuas radiantes;
O orvalho matinal, que, rútilo, cintila,
À cabeça lhes forma estemas de brilhantes.
São os filhos da Grécia heróica. Entre bacantes,
Sileno empunha a taça e Minerva, tranquila,
A égide opõe a Amor, que as setas coruscantes
Da aljava arranca, sempre em vão, para feri-la.
Riem ninfas gentis de olhos claros, serenos,
E cisma Apolo, o deus que em época remota
Dominou gerações e gerações de helenos!
E Adonis, cujo olhar não há pincel que imite,
Conserva na pupila eternamente imota
A nostalgia azul dos tempos de Afrodite...