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1881–1937

AS ESTÁTUAS

Gustavo de Paula Teixeira

No jardim do castelo, em majestosa fila, Quedam marmoreamente as estátuas radiantes; O orvalho matinal, que, rútilo, cintila, À cabeça lhes forma estemas de brilhantes.

São os filhos da Grécia heróica. Entre bacantes, Sileno empunha a taça e Minerva, tranquila, A égide opõe a Amor, que as setas coruscantes Da aljava arranca, sempre em vão, para feri-la.

Riem ninfas gentis de olhos claros, serenos, E cisma Apolo, o deus que em época remota Dominou gerações e gerações de helenos! E Adonis, cujo olhar não há pincel que imite,

Conserva na pupila eternamente imota A nostalgia azul dos tempos de Afrodite...

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