Skip to content
1881–1937

ALEXANDRE

Gustavo de Paula Teixeira

Num sonho excelso, com o olhar o mundo abarcas: E partes, num tropel de atletas e gigantes, Ásia a fora, quebrando o cetro dos monarcas E brechando brutais muralhas de elefantes!

Ficam por todo o Oriente as indeléveis marcas Das patas dos corcéis. As falanges brilhantes, Que Marte impele e Zeus protege, amealham arcas De ouro e prata e montões de pedras coruscantes.

Oferecem-te o amor as princesas mais belas! Perfumam-te os jardins da rica Babilônia! Comes pavões da Média em rútilas baixelas! De sátrapas e reis quebras o jugo fero...

Para os feitos cantar-te, água da Macedônia, Só tem cordas a teorba olímpica de Homero!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
ALEXANDRE · Gustavo de Paula Teixeira · Poetry Cove