Na pompa de uma frase engasta a imagem viva
Como num aranhol de vaporosa trama!
Invoca a inspiração! Em teu auxílio chama
Os deuses imortais da Grécia primitiva!
Para a Julieta que te enleva e te cativa,
Colhe jasmins no campo azul que a aurora inflama!
Que a rima, sacudindo as asas cor de chama,
Cante como num ramo em flor a patativa!
Prende com fios d’oiro a idéia esquiva e ingrata!
Faze a estrofe vibrar como um clarim de prata
Ao fim de uma batalha a proclamar vitória!
Enche de sangue a veia orfeônica do verso
E de clarões boreais o estilo nobre e terso,
— Que em breve alcançarás as púrpuras da Glória!