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1881–1937

A UM POETA

Gustavo de Paula Teixeira

Na pompa de uma frase engasta a imagem viva Como num aranhol de vaporosa trama! Invoca a inspiração! Em teu auxílio chama Os deuses imortais da Grécia primitiva!

Para a Julieta que te enleva e te cativa, Colhe jasmins no campo azul que a aurora inflama! Que a rima, sacudindo as asas cor de chama, Cante como num ramo em flor a patativa!

Prende com fios d’oiro a idéia esquiva e ingrata! Faze a estrofe vibrar como um clarim de prata Ao fim de uma batalha a proclamar vitória! Enche de sangue a veia orfeônica do verso

E de clarões boreais o estilo nobre e terso, — Que em breve alcançarás as púrpuras da Glória!

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