Enxotas do portal o esquálido mendigo
Que pelo amor de Deus te pede caridade!
Nunca vestiste em nu e nunca deste abrigo
À viuvez sem amparo e à mísera orfandade!
Guarda o teu ouro, os teus milhões ensanguentados!
Quando a morte cruzar as tuas mãos inermes,
Tu, que sempre negaste um pão aos desgraçados,
Irás saciar a gula a cem legiões de vermes!