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1881–1937

À SOMBRA DOS MONTES

Gustavo de Paula Teixeira

No exílio deste vale, onde me entumbo Sob o velário das neblinas frias, Meu coração é o pêndulo de chumbo Que marca as horas destes longos dias.

Morro de tédio, de pesar sucumbo! O vento, que enche as solidões sombrias, Vai propagando o fúnebre retumbo Pelas furnas e alpestres serranias.

Sol! Tu que tinges de carmim as rosas E para a gloria da alvorada existes, Rasga nas brumas amplidões radiosas! Quero escalar os píncaros dos montes

Porque meus olhos vão ficando tristes De saudade dos amplos horizontes!

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