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1881–1937

A DOR MAIOR

Gustavo de Paula Teixeira

Quando eu te disse o adeus de extrema despedida, Sob o caramanchel, num plácido recanto, Tua alma soluçou de súbito ferida E teus olhos azuis encheram-se de pranto!

Mudo, sem o fulgor de uma divina opala Nos cílios, abracei-te entre um pungir de abrolhos: Mas a dor que mais dói é aquela que se cala! O pranto que mais arde é o que não sobe aos olhos!

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