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1881–1937

A AGONIA DA ÁRVORE

Gustavo de Paula Teixeira

Vai-se uma folha e exalas um lamento... Estranhas cousas no sussurro dizes! Desde que começou teu sofrimento Fogem de ti os pássaros felizes!

Tu que lutavas com o tufão violento Empedrada nas sólidas raízes, Agora pendes, quase morta, ao vento, Toda cheia de roxas cicatrizes...

Não te lastimes, árvore sem flores, Erguendo ao céu, em vez da fronde linda Os braços nos extremos estertores! Já não tens sombra para os namorados,

Mas os teus galhos servirão ainda Para aquecer no inverno os desgraçados!

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