Pois me enfada o teu feitio, quero, Frisão, neste dia retratar-te em quatro versos as maravi, maravi, maravilhas.
Ouçam, olhem, venham, venham, verão o Frisão, da Bahia, que está retratado
às maravi, maravi, maravilhas. A cara é um fardo de arroz, que por larga, e por comprida é ração de um Elefante
vindo da Índia. Ouçam, olhem, venham, venham, verão o Frisão da Bahia,
que está retratado às maravi, maravi, maravilhas A boca desempenada é a ponte de Coimbra,
onde não entram, nem saem, mais que mentiras. Ouçam, olhem, venham, venham, verão
o Frisão da Bahia que está retratado às maravi, maravi, maravilhas. Não é a língua de vaca
por maldizente, e maldita, mas pelo muito, que corta de Tiriricas. Ouçam, olhem,
venham, venham, verão o Frisão da Bahia, que está retratado às maravi, maravi, maravilhas.
No corpanzil torreão a natureza prevista formou a fresta da boca para guarita.
Ouçam, olhem, venham, venham, verão o Frisão da Bahia, que está retratado
às maravi, maravi, maravilhas. Quisera as mãos comparar-lhe às do Gigante Golias, se as do Gigante não foram
tão pequeninas. Ouçam, olhem, venham, venham, verão o Frisão da Bahia,
que está retratado às maravi, maravi, maravilhas Os ossos de cada pé encher podem de relíquias
para toda a cristandade as sacristias. Ouçam, olhem, venham, venham, verão
o Frisão da Bahia, que está retratado às maravi, maravi, maravilhas. É grande conimbricense,
sem jamais pôr pé em Coimbra, e sendo ignorante sabe mais que galinha. Ouçam, olhem,
venham, venham, verão o Frisão da Bahia, que está retratado às maravi, maravi, maravilhas.
Como na lei de Mafoma não se argumenta, e se briga ele, que não argumenta, tudo porfia.
Ouçam, olhem, venham, venham, verão o Frisão da Bahia, que está retratado
às maravi, maravi, maravilhas.
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