Ditoso Fábio, tu, que retirado
Te vejo ao desengano amanhecido
Na certeza do pouco, que hás vivido,
Sem para ti viver no povoado.
Enquanto nos palácios enredado
Te enlaçaram cuidados divertido,
De ti mesmo passavas esquecido,
De ti próprio vivias desprezado.
Mas agora que nessa choça agreste,
Onde, quanto perdias, alcançaste,
Viver contigo para ti quiseste.
Feliz mil vezes tu, pois começaste
a morrer, Fábio, desde que nasceste,
Para ter vida agora, que expiraste.