Skip to content
1636–1696

RESPONDE FLORALVA PELOS MESMOS CONSOANTES.

Gregório de Matos Guerra

Quem me engrandece por flor, muitos dias há, que vi, sem fazer caso da neve nem me dar cuidado Abril.

Eu sou flor, que fala, e zomba, e flor que também se ri já do acendido do nácar, já do mais claro jesmim.

Cá na esfera do meu peito hoje só sabem luzir as finezas raio a raio, o fino rubi a rubi.

Vós fostes, que a flor pusestes no peito; e quem conseguir pertendia flor com flores, não se reputa infeliz.

Inda não vistes de luzes tal tropel? nem de jesmim tal fragrância? pois são raios dos meus passados Abris.

Nada lembreis de Floralva, que eu não passo por aí, e esse cheiro, que vos cheiram bem o podeis admitir.

Não há, que pôr-me de acordo de entrar cá no meu jardim, em que vós mo defendais, não vos hei de deixar vir.

Por que aqui a colher flores entra só, quem é feliz e com ele me contento, e nada mais do Brasil.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.