Teresa, muito me prezo
de vos amar, e querer,
porque sei, que sois mulher
de conta, medida, e peso:
as demais por vós desprezo,
quer belas, quer entendidas,
e entre as mais presumidas,
juro-vos, e passa assi,
que nunca beleza vi,
que mais me enchesse as medidas.
Se da bela Felizarda
a formosura contemplo,
não lhe posso achar exemplo
senão no garbo da Anarda:
em louvar-vos se acobarda
o discurso mais valente,
e inda no mesmo acidente
de iluminados desmaios
ao manancial dos raios
vos considero eminente.