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1636–1696

DESCREVE A CONFUSÃO DO FESTEJO DO ENTRUDO.

Gregório de Matos Guerra

Filhós, fatias, sonhos, mal-assadas, Galinhas, porco, vaca, e mais carneiro, Os perus em poder do Pasteleiro, Esguichar, deitar pulhas, laranjadas.

Enfarinhar, pôr rabos, dar risadas, Gastar para comer muito dinheiro, Não ter mãos a medir o Taverneiro, Com réstias de cebolas dar pancadas.

Das janelas com tanhos dar nas gentes, A buzina tanger, quebrar panelas, Querer em um só dia comer tudo. Não perdoar arroz, nem cuscuz quente,

Despejar pratos, e alimpar tigelas, Estas as festas são do Santo Entrudo.

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