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1636–1696

CONTINUA O POETA EM LOUVAR A SOLEDADE VITUPERANDO A CORTE.

Gregório de Matos Guerra

Ditoso aquele, e bem aventurado, Que longe, e apartado das demandas Não vê nos tribunais as apelandas, Que à vida dão fastio, e dão enfado.

Ditoso, quem povoa o despovoado, E dormindo o seu sono entre as Holandas Acorda ao doce som, e às vozes brandas Do tenro passarinho enamorado.

Se estando eu lá na Corte tão seguro Do néscio impertinente, que porfia, A deixei por um mal, que era futuro; Como estaria vendo na Bahia,

Que das Cortes do mundo é vil monturo, O roubo, a injustiça, a tirania.

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