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1636–1696

CO CIRRO NOS ESTREFOLHOS

Gregório de Matos Guerra

Ó meu pai, tu qués, que eu morra? Co cirro nos estrefolhos se queixava um negro cono de ver, lhe fincava o mono

o fodedor dos antolhos: e revirando-lhe os olhos dizia a puta cachorra, desencaixa um pouco a porra,

eu venho a regalar-me, e tu fodes a matar-me? Ó meu Pai, tu qués, que eu morra? Fretei uma negra mina

e fodendo-a todo o dia a coitada não podia porém era puta fina: a porra nela se inclina

inclino com força a porra, e forcejando a cachorra ela me disse esperai, e eu lhe disse chegai,

Ó meu Pai, tu qués, que eu morra?

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