Skip to content
1636–1696

AO MESMO ASSUMPTO.

Gregório de Matos Guerra

Alma gentil, esprito generoso, Que do corpo as prisões desamparaste, E qual cândida flor em flor cortaste De teus anos o pâmpano viçoso.

Hoje, que o sólio habitas luminoso, Hoje, que ao trono eterno te exaltaste, Lembra-te daquele amigo, a quem deixaste Triste, confuso, absorto, e saudoso.

Tanto a tua vida ao céu subiste, Que teve o céu cobiça de gozar-te, Que teve a morte inveja de vencer-te. Venceu-te o foro humano, em que caíste,

Goza-te o céu, não só por premiar-te, Senão por dar-me a mágoa de perder-te.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
AO MESMO ASSUMPTO. · Gregório de Matos Guerra · Poetry Cove