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1636–1696

AO MESMO ASSUMPTO.

Gregório de Matos Guerra

Entre aplausos gentis com luz preclara Resplandece do sol a monarquia, E o Príncipe da Luz, que o céu regia Estático a carroça ardente pára.

E com razão: pois vê, se bem repara, outro novo Faetonte neste dia, E sente arder o mundo, como ardia, Quando ao filho o governo delegara.

Pare pois, e repare, que o decreta Astréia, porque aprenda no alto pólo Ditames de luzir deste Planeta. Sua fama andará de pólo a pólo,

Pois o Jove, que empunha uma gineta, Faetonte é na luz, no garbo Apolo.

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