Babu: o ter eu caído,
nenhum susto me tem dado,
porque a vossos pés prostrado
me julgo então mais subido:
direis, que fiquei sentido:
mas sabei, que não sentira,
inda que me não subira
o cair, onde caí,
se como no chão me vi,
convosco em terra me vira.
Porém que isso me suceda,
por mais quedas, que inda dê,
não creio, pois vejo, que
não tenho convosco queda,
vossa crueza me veda
este bem, que entanto abraço:
quem viu semelhante passo,
que encontre meu desvario,
Babu, em vosso desvio
a minha queda embaraço?
Confesso, que então caído
fiz tenção de me sangrar,
mas não me quis mais picar,
porque assaz fiquei corrido:
não andei pouco advertido
(falo, como quem vos ama)
porque eu sei, formosa Darna,
que por mais que me sangrasse
livre estou, de que chegasse
a ver-me por vós na cama.
E com toda essa desgraça
por satisfeito me dera,
se com cair merecera
sequer cair-vos em graça:
mas porque, Babu, eu faça
desta queda estimação
inda sobeja razão,
se a queda motivo é
de prostar-me a vosso pé,
para beijar-vos a mão.