Até aqui blasonou meu alvedrio,
Albano, meu, de livre, e soberano,
Vingou-se, ai de mim triste! Amor tirano,
De quem padeço o duro senhorio.
E não só se vingou cruel, e impio
Com sujeitar-me ao jugo desumano
De bem querer, mas de querer-te, Albano,
Onde é traição a fé, e amor desvio.
Se te perdi, não mais que por querer-te,
Paga tão justa, quanto merecida,
Pois com amar não soube merecer-te.
De que serve uma vida aborrecida?
Morra, quem teve a culpa de perder-te:
Perca, quem te perdeu, também a vida.