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1636–1696

A MORTE DO GOVERNADOR MATHIAS DA CUNHA.

Gregório de Matos Guerra

Ó caso o mais fatal da triste sorte! Ó terrível pesar! ó dor imensa! Quem viu, que em breves dias de doença Acabasse valor, que era tão forte!

Quem viu prostrar-se a gala de Mavorte, Que hoje em cinza se ve à morte apensa! Que como se prostrou, logo a licença Concedeu livremente ousada à morte.

Já se vê o valor, que esclarecido Foi, em urnas de pedra sepultado Do sujeito mais grave, e entendido. À Parca rigorosa sujeitado,

Acabado já, e em cinzas consumido o esforço, que se viu mais alentado.

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