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1636–1696

A HUMA DAMA QUE TINHA UM CRAVO NA BOCCA.

Gregório de Matos Guerra

Vossa boca para mim não necessita de cravo, que o sentirá por agravo boca de tanto carmim:

o cravo, meu serafim, (se o pensamento bem toca) com ele fizera troca: mas, meu bem, não aceiteis,

porque melhor pareceis, não tendo o cravo na boca. Quanto mais que é escusado na boca o cravo: porque

prefere, como se vê na cor todo o nacarado: o mais subido encarnado é de vossa boca escravo:

não vos fez nenhum agravo ele de vos dar querela, que menina, que é tão bela, sempre tem boca de cravo.

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