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1636–1696

A HUM FULANO DA SYLVA EXCELENTE CANTOR, OU POETA.

Gregório de Matos Guerra

Tomas a Lira, Orfeu divino, ta, A lira larga de vencido, que Canoros pasmos te prevejo, se Cadências deste Apolo ouviras cá.

Vivas as pedras nessas brenhas lá Mover fizeste, mas que é nada vê: porque este Apolo em contrapondo o ré, Deixa em teu canto dissonante o fá.

Bem podes, Orfeu, já por nada dar A Lira, que nos astros se te pôs Porque não tinha entre os dous Pólos par. Pois o Silva Arião da nossa foz

Dessas sereias músicas do mar Suspende os cantos, e emudece a voz.

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