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1811–1882

XXXIV

Gonçalves de Magalhães

Eu amo as flores Que mudamente Paixões explicam Que o peito sente.

Amo a saudade, O amor-perfeito; Mas o suspiro Trago no peito.

A forma esbelta Termina em ponta, Como uma lança Que ao céu remonta.

Assim, minha alma, Suspiros geras, Que ferir podem As mesmas feras.

É sempre triste, Ensanguentado, Quer seco morra, Quer brilhe em prado.

Tais meus suspiros... Mas não prossigas, Ninguém se move, Por mais que digas.

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