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1811–1882

XII

Gonçalves de Magalhães

Adeus, oh terras da Europa! Adeus, França, adeus, Paris! Volto a ver terras da Pátria, Vou morrer no meu país.

Qual ave errante, sem ninho, Oculto peregrinando, Visitei vossas cidades, Sempre na Pátria pensando.

De saudade consumido, Dos velhos pais tão distante, Gotas de fel azedavam O meu mais suave instante.

As cordas de minha lira Longo tempo suspiraram, Mas alfim frouxas, cansadas De suspirar, se quebraram.

Oh lira do meu exílio, Da Europa as plagas deixemos; Eu te darei novas cordas, Novos hinos cantaremos.

Adeus, oh terras da Europa! Adeus, França, adeus, Paris! Volto a ver terras da Pátria, Vou morrer no meu país.

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