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1866–1918

TRÉGUAS

Emílio Nunes Correia de Meneses

Por esta triste Quinta-Feira Santa Que é, conforme os católicos, de Endoenças, De tanta dor e de amargura tanta, Em beijos morrem ódios, desavenças.

Cada braço que se ergue, alto levanta, Em fé mais viva e mais profundas crenças, As preces que nos sobem da garganta, E que entre a terra e os céus erram suspensas.

E é tão bom não se ouvir o hórrido grito Da humana fera que entre os homens passa, Como a bênção é boa a um ser maldito. Cesse por hoje, da graçola, a ameaça!

Que o que for mau não passe o dia aflito: Nada de graças a quem pede a Graça!...

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