Por esta triste Quinta-Feira Santa
Que é, conforme os católicos, de Endoenças,
De tanta dor e de amargura tanta,
Em beijos morrem ódios, desavenças.
Cada braço que se ergue, alto levanta,
Em fé mais viva e mais profundas crenças,
As preces que nos sobem da garganta,
E que entre a terra e os céus erram suspensas.
E é tão bom não se ouvir o hórrido grito
Da humana fera que entre os homens passa,
Como a bênção é boa a um ser maldito.
Cesse por hoje, da graçola, a ameaça!
Que o que for mau não passe o dia aflito:
Nada de graças a quem pede a Graça!...