Um amigo das árvores, das flores,
Dos lagos, dos canais e da cascata
Com seus trêmulos quérulos rumores,
Dizia anteontem: — Isto agora mata!
Ia à tarde, fugindo dos calores,
Ao Campo de Santana, onde, à frescata,
Via, do ocaso de ouro, os esplendores,
Até vir o palor de um luar de prata.
Hoje, o Campo se fecha a sete chaves,
Para uso e gozo de feliz empresa,
Antes que busquem o seu pouso as aves.
Se a natureza, do seu teatro é presa,
Que me desculpem as pessoas graves:
O teatro é um teatro...contra a natureza.