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1866–1918

TEATRO DA NATUREZA

Emílio Nunes Correia de Meneses

Um amigo das árvores, das flores, Dos lagos, dos canais e da cascata Com seus trêmulos quérulos rumores, Dizia anteontem: — Isto agora mata!

Ia à tarde, fugindo dos calores, Ao Campo de Santana, onde, à frescata, Via, do ocaso de ouro, os esplendores, Até vir o palor de um luar de prata.

Hoje, o Campo se fecha a sete chaves, Para uso e gozo de feliz empresa, Antes que busquem o seu pouso as aves. Se a natureza, do seu teatro é presa,

Que me desculpem as pessoas graves: O teatro é um teatro...contra a natureza.

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