O estranho caso que a notícia narra
Talvez implique um caso de direito,
Novo entre nós, se for levado à barra
De um tribunal para julgar o feito.
Se a uma data de chão alguém se agarra
Tem, no “uti possidetis”, o perfeito
Domínio, sem entrave ou sem amarra,
Se por lei, de tal posse, o tempo é aceito.
Se a tal lei é extensiva, o diga a história,
E se o Direito de Família o esquece,
Os “Salpicos” lhe avivam a memória.
Perguntam eles, quase em tom de prece,
Nesta causa de coisa assim “corpórea”,
Se o “utero possidetis” prevalece.