Era uma vez um cão inteligente
Que aos pés do dono, quieto, ressonava
Mas que fez escapar subitamente
Ruidoso gás que à tripa acumulava.
Compreendendo quanto era inconveniente
E que o próprio dono por isso o castigava
Ao próprio rabo mostra afiado dente
Dando à cara expressão severa e brava!
Da Argentina a imortal diplomacia
(Eu desta descoberta aqui me gabo)
No tal caso do Chile assim dormia!
Mas coitada! — foi mesmo obra do diabo;
Acorda e, vendo a rata que fazia,
Vira o focinho e rosna ao próprio rabo!