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1866–1918

(sem título)

Emílio Nunes Correia de Meneses

Era uma vez um cão inteligente Que aos pés do dono, quieto, ressonava Mas que fez escapar subitamente Ruidoso gás que à tripa acumulava.

Compreendendo quanto era inconveniente E que o próprio dono por isso o castigava Ao próprio rabo mostra afiado dente Dando à cara expressão severa e brava!

Da Argentina a imortal diplomacia (Eu desta descoberta aqui me gabo) No tal caso do Chile assim dormia! Mas coitada! — foi mesmo obra do diabo;

Acorda e, vendo a rata que fazia, Vira o focinho e rosna ao próprio rabo!

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