Diálogo ouvido anteontem, muito cedo:
— O poeta dos “Salpicas” anda torto.
— Do pé? Da mão? Das mãos? Dos pés? De um dedo?
— Não! Fica ao largo sem entrar no porto...
— Não compreendo. — Pois ouça, mas... segredo!
Ele pensa que mata e dá conforto.
Porém, se prega a trama e entra no enredo,
O Chimarrita, há muito, era homem morto!
— Cada vez, vejo as coisas mais escuras.
— Ouça-me a história e, na memória, grave-a.
Maximiliano afirma entre mil juras:
Prefiro, a pé, subir o alto da Gávea,
Contra mim próprio, ler descomposturas,
A ler um elogio ao Rivadávia...