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1866–1918

R.A.

Emílio Nunes Correia de Meneses

Era ministro então. O Olavo e o Guima Diziam que ele era o Morfeu da pasta, E o dorminhoco andava em metro e rima Na pilhéria que a tanta gente agasta.

Mas galgando o Catete, escada acima, Num despertar febril, Morfeu arrasta Todas as forças que a vontade anima, Nos vastos planos de uma ideia vasta.

Tudo revive! A atividade é infrene. São mutações de sonho! É o Eldorado, É o Dinheiro na Estética e na Higiene! Hoje, glorioso e um tanto fatigado

Não se deixa ficar calmo e solene A dormir sobre os louros do passado.

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