Não há coisa tão pulha e tão cediça
Como essa de pregar insulsa peta
A primeiro de abril. (É de justiça
Dizer que não há disso na “Gazeta”).
Há quem mande anunciar que se diz missa
Por alma de quem vive. Há quem se meta
A enviar pastéis de areia ou de cortiça,
Ou do que lhe dá, acaso, na veneta.
Mas tudo isso é tão velho e tão batido
Que ninguém come do pastel funesto,
Nem ouve a missa pelo “falecido”.
Um, porém, teve graça, não contesto!
Foi o “poisson d’Avril” de um “a pedido”:
— O Monteirinho declarou que é honesto!