Skip to content
1866–1918

POISSON D’AVRIL

Emílio Nunes Correia de Meneses

Não há coisa tão pulha e tão cediça Como essa de pregar insulsa peta A primeiro de abril. (É de justiça Dizer que não há disso na “Gazeta”).

Há quem mande anunciar que se diz missa Por alma de quem vive. Há quem se meta A enviar pastéis de areia ou de cortiça, Ou do que lhe dá, acaso, na veneta.

Mas tudo isso é tão velho e tão batido Que ninguém come do pastel funesto, Nem ouve a missa pelo “falecido”. Um, porém, teve graça, não contesto!

Foi o “poisson d’Avril” de um “a pedido”: — O Monteirinho declarou que é honesto!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
POISSON D’AVRIL · Emílio Nunes Correia de Meneses · Poetry Cove