Skip to content
1866–1918

PERVERSIDADE

Emílio Nunes Correia de Meneses

Creio que o João do Norte, o mui formoso Dono de uns olhos lânguidos. quebrados. Esteve hoje a amargar o contra-gozo De ver seus lindos dotes afealdados.

Ele que de Gustavo e de Barroso Alia os nomes entre deputados, Teve os seus traços de donzel garboso Na “Época” de hoje muito mal traçados.

Esse risco só corre quem se exibe, Pela tola mania do retrato Que o senso evita e o pundonor proíbe. Com João do Norte é bem diverso o fato:

— Por maldade, o Vicente Piragibe Deu-lhe um carão de criminoso nato.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
PERVERSIDADE · Emílio Nunes Correia de Meneses · Poetry Cove