Curitiba — Um de março — Nota urgente.
Panteão dos Satrapinhas. Eu proíbo
Esse deboche tão irreverente,
De me chamarem lá, chefe da tribo.
Cá por mim eu nem era presidente;
Mas o Vicente segurou no estribo,
Então montei, mas não estou contente.
E entrego esta quitanda sem recibo.
Não gosto dessa história de retrato,
Este pensar, já sabem, vem de longe,
Sou inimigo de todo o espalhafato.
Quero ao Bormann passar, que é o nosso Cronge,
As rédeas do governo, e desbarato.
— Doutor Xavier da Silva, vulgo Monge.