Marechal, senador e proprietário,
De alma vazia e de algibeiras cheias,
Ninguém conhece o sangue originário
Que lhe infla as mil nonagenárias veias.
É tão feio que, assim, nonagenário,
À sua própria fealdade une as alheias.
O seu rosto é um mosaico extraordinário
De pedacinhos de mulheres feias.
Mosaico de canhões, namoros cava.
E, no cinema, o pé reiúno toca,
Até que a dama, a rir, o mande à fava.
Se nalguma tourada se coloca,
Ele que, em tempos, foi um vaca brava,
Hoje não dá nem mesmo para choca.