Hoje entra o foro nas sabidas férias.
Mas que férias ainda quer o foro?
Se a justiça é preguiça, que ouça lérias,
O que é melhor que ouvir um desaforo.
Se estas coisas são mesmo coisas sérias,
Que se guarde, é melhor, certo decoro,
Que andarem juízes a fazer pilhérias
E a veranear em centros de namoro.
Não me refiro ao Pedro Francelino,
Que é velho e surdo, o que não é segredo,
Mas que, entre damas, finge de menino.
Esse, o Celso e mais outros têm tal dedo,
Que até parece terem por destino
Imitar o Torquato Figueiredo.