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1866–1918

O BUSTO DO CÉSAR . . . DE CAXANGÁ

Emílio Nunes Correia de Meneses

Não consentimos que o escultor nos venha Mostrar, em bronze, o malfadado busto Do César de arraial, César da Penha, Que anda a fingir de poderoso e justo.

O artista está a pensar que o santo e a senha Nos há de dar o César, que hoje, a custo, Suporta da Opinião o relho e a lenha, Que não é Caio e nada tem de Augusto.

O soneto de bronze do Solfieri A que a “Gazeta” alude em tom faceto, Abona o poeta sem que o riso gere. Mas ao Dantas, nem busto, nem soneto!

Busteá-lo ou sonetá-lo a alma nos fere: César, é César, Dantas é... Barreto!

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