Não consentimos que o escultor nos venha
Mostrar, em bronze, o malfadado busto
Do César de arraial, César da Penha,
Que anda a fingir de poderoso e justo.
O artista está a pensar que o santo e a senha
Nos há de dar o César, que hoje, a custo,
Suporta da Opinião o relho e a lenha,
Que não é Caio e nada tem de Augusto.
O soneto de bronze do Solfieri
A que a “Gazeta” alude em tom faceto,
Abona o poeta sem que o riso gere.
Mas ao Dantas, nem busto, nem soneto!
Busteá-lo ou sonetá-lo a alma nos fere:
César, é César, Dantas é... Barreto!