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1866–1918

J. C.

Emílio Nunes Correia de Meneses

E tão alto, tão magro, tão sem viço. Que ninguém, pelas vilas ou cidades, Mais que ele deve ser o D. Magriço, O D. Magriço das ociosidades.

Não lhe provoco-os ódios, nem lhe atiço O mau gênio por vis perversidades, Porque ele é o puro, o impávido. o inteiriço. Guarda noturno das celebridades.

Notívago por índole, por gosto, Somente à noite dá sinais de vida, Para andar e mentir sempre disposto. No fundo é uma alma boa e agradecida.

Mas quando não mentir, torcendo o rosto, Há de morrer de peta recolhida.

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