E tão alto, tão magro, tão sem viço.
Que ninguém, pelas vilas ou cidades,
Mais que ele deve ser o D. Magriço,
O D. Magriço das ociosidades.
Não lhe provoco-os ódios, nem lhe atiço
O mau gênio por vis perversidades,
Porque ele é o puro, o impávido. o inteiriço.
Guarda noturno das celebridades.
Notívago por índole, por gosto,
Somente à noite dá sinais de vida,
Para andar e mentir sempre disposto.
No fundo é uma alma boa e agradecida.
Mas quando não mentir, torcendo o rosto,
Há de morrer de peta recolhida.