Além disso, outro caso aqui se impunha
E era: “Confiar, mas sempre desconfiando”,
Porque, no teatro, a enchente vai à cunha,
Porém, nas urnas, se dispersa o bando.
Mulher não vota: assiste, é testemunha.
Ora, mostrar a esmola não n’a dando.
É coisa que, por ter tão forte alcunha,
Não n’a registro em verso frouxo e brando.
Depois, o eleitorado em sua essência,
Se é preparado, briga, e, se é tranquilo,
Porque lhe falta o estímulo da ciência,
Vota e não quer saber disto ou daquilo:
Não pesa toneladas de eloquência
Nem quer medir quilômetros de estilo!