Skip to content
1866–1918

II

Emílio Nunes Correia de Meneses

Além disso, outro caso aqui se impunha E era: “Confiar, mas sempre desconfiando”, Porque, no teatro, a enchente vai à cunha, Porém, nas urnas, se dispersa o bando.

Mulher não vota: assiste, é testemunha. Ora, mostrar a esmola não n’a dando. É coisa que, por ter tão forte alcunha, Não n’a registro em verso frouxo e brando.

Depois, o eleitorado em sua essência, Se é preparado, briga, e, se é tranquilo, Porque lhe falta o estímulo da ciência, Vota e não quer saber disto ou daquilo:

Não pesa toneladas de eloquência Nem quer medir quilômetros de estilo!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
II · Emílio Nunes Correia de Meneses · Poetry Cove