O preto não ensina só gramática.
É pelo menos o que o mundo diz.
Mete-se na dinâmica, na estática
E em muitas coisas mais mete o nariz.
Dizem que, quando ensina matemática,
As lições de mais b, de igual a x,
Em vez de em lousa, com saber e prática,
Sobre a palma da mão escreve a giz.
Uma aluna dizia: — Este Hemetério
Do ensino fez um verdadeiro angu,
Com que empanturra todo o magistério.
E é um felizardo, o príncipe zulu,
Quando manda um parente ao cemitério,
Tem um luto barato: fica nu.