Se acaso uma república ainda existe,
(Se é que existiu um dia, porventura),
Nesta pátria que, à força de ser triste,
Só conhece a alegria da loucura.
Talvez a morte a que ela agora assiste,
Desse a impressão de angústia e de tortura,
A que a musa, de luto, não resiste,
A este povo de crença mal segura
Um préstito, um discurso e o cemitério!
Uma aluvião de flores mal encobre
O que há de grande em tal caixão funéreo!
Morreste, nobre amigo. no mais nobre
Orgulho do teu nome, ó bom Glicério:
O nobre orgulho de quem morre pobre!