Em mil programas que são panacéias,
Na terra da borracha e da castanha,
Quebram castanhas, esticando ideias,
Só para ver quem o governo apanha.
Não se compreende luta assim tamanha,
De lobos em sinistras alcatéias,
Entre Lauro Sodré, teia de aranha,
E entre a aranha sem teia que é o Enéas.
Completam-se ambos. O Sodré, pudico,
De ingrato e espertalhão o Enéas xinga,
E este diz: Só de inércia o Lauro é rico.
Os “Salpicos” que os juntem num salpico:
Ele, o Enéas, bojudo, é uma seringa,
A que o Lauro Sodré serve de bico.