Skip to content
1866–1918

E. S.

Emílio Nunes Correia de Meneses

Em mil programas que são panacéias, Na terra da borracha e da castanha, Quebram castanhas, esticando ideias, Só para ver quem o governo apanha.

Não se compreende luta assim tamanha, De lobos em sinistras alcatéias, Entre Lauro Sodré, teia de aranha, E entre a aranha sem teia que é o Enéas.

Completam-se ambos. O Sodré, pudico, De ingrato e espertalhão o Enéas xinga, E este diz: Só de inércia o Lauro é rico. Os “Salpicos” que os juntem num salpico:

Ele, o Enéas, bojudo, é uma seringa, A que o Lauro Sodré serve de bico.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
E. S. · Emílio Nunes Correia de Meneses · Poetry Cove